segunda-feira, 10 de agosto de 2015

o calendário trincou em minhas mãos.


a batida
escava minha alma

a mesma dor de ontem

fechado os olhos
o gume desce
ao engolir
repito

a batida
dói na alma

as crianças chutaram meu domingo ensolarado
silencio toda minha história
você não bate mais a porta
há um excesso entre
meus dedos e esse cigarro.

os barcos evitam a mesma rota
duas vezes



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domingo, 2 de agosto de 2015

||| )

talvez deveríamos entrar na embarcação
brindar o capitão
correr até a proa e
enfim ouvir os sinos do poeta
olhar para o céu e se velar
com o ar mais livre

jogar-íamos ao mar
talvez deveríamos esperar
o brinde, a proa, o poeta
afundar
o sol não brilha tanto aqui

domingo, 19 de julho de 2015

primeira hora:

uma mão atravessa o estômago.


sexta hora:

na rua enquanto escuto "rid of me" sinto-me como um homem-bomba sempre a frente.


em outro dia, primeira hora:

meus joelhos doem
as folhas, intactas
nada me faz andar


padeci





que palavras saem da minha boca?


quarta-feira, 22 de abril de 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

22h41 - 13 de abril

a guerra está em todos os lados.
dentro e fora.
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não há como se isentar.
não compramos os coletes na farmácia.

sábado, 19 de julho de 2014

x

o som – a calçada múltipla
atolada de ferros e linha branca
não tolera costura que elimine
essa dupla esfera que colide.

sobra a culpa. - o som,
reproduções simultâneas de um rosto
abençoado
de fé jogada na lixeira –
orgânica;
o som recusa crenças que
não peitam o horizonte!
o som não é acaso
é a inversão disso e,
desta cidade
que tropeça no eco:
aquilo que te engana
e amolece.